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Vida de Mãe | As Mães Especiais

Sempre me tocou ver uma criança passando por dificuldades. Seja com dinheiro, seja por saúde, seja por educação...

Minha opinião e sentimento é que uma criança nunca deveria ficar triste nem sofrer. Por motivo nenhum!

Infelizmente essa não é a realidade.
Muitas crianças sofrem por doenças gravíssimas... São síndromes, males, canceres, anomalias... Situações que nem um adulto merece passar, muito menos uma criança.

Desde que me tornei mãe,  o sentimento de solidariedade e amor ao próximo se multiplicou em mim.
Sempre que vejo uma foto ou sei de uma história onde uma criança precisa de ajuda, me toca profundamente, e muitas vezes acabo me envolvendo de forma nada superficial.

Mas mais que essas crianças, o que me chama atenção são as mães delas. Como são incrivelmente fortes.

Me colocar no lugar daquela mãe, ou imaginar a dor daquela criança é automático. Penso: e se fosse eu e minha filha, o que eu gostaria que fizessem por mim e por ela?

Hoje é dia internacional da pessoa com deficiência. Eu quero falar em especial sobre essas mães. Mães de filhos especiais. Mães especiais que transformam a vida dos seus filhos através do amor, do cuidado e da força que passa pra eles.

Sempre que converso com uma delas me sinto envergonhada por reclamar da alteração de colesterol da Bia ou ficar morrendo de medo de uma cirurgia de adenoide, que em nada se compara ao dia a dia dessas mulheres.
Sim, MULHERES, mulheres que também precisam de cuidado, de carinho e atenção. As vezes o simples fato de nos abraçarmos parece que tiramos um pouquinho do peso de suas costas.

Essas mulheres que deixam sua vaidade e beleza de lado, em noites e noites, dias e dias, as vezes até anos em um hospital com seus filhos. Não pensam em mais nada do que o milagre da vida na vida deles.

Algumas tem outros filhos e se dividem. Dividem o coração, o tempo, a atenção.
Só não dividem o amor, porque o amor.... aaaa, o amor elas tem de transbordar nos braços.

A coragem delas me impressiona, me invade, me faz querer ajuda-las a conseguir esse milagre.

Escrevi esse post hoje em especial para duas mães. Nenhuma das duas eu conheço pessoalmente, mas as duas parece que eu conheço de outras vidas. Duas mulheres lindas e felizes!

A primeira é a Cassia. Ela é mãe da Ana Clara, que deve estar completando 2 meses.
Ana Clara foi diagnosticada com diversos problemas durante a gravidez, e mesmo assim, Cássia não desistiu de tentar dar a vida para a sua filha.

Ana Clara ainda esta internada e já passou por diversos procedimentos e cirurgias desde que nasceu.
Cassia em nenhum momento pensou em desistir e hoje é uma linda novata entre as mães especiais.





A segunda é uma nova amiga.
Graziela teve uma coragem que eu nunca imaginei.Conversamos 2 ou 3 vezes mas já temos algo em comum. Nossos filhos. Eles são colegas de escola. Sim!!! estudam na mesma sala e recebem a mesma atenção e cuidado. Ela matriculou seu filho Pedro na escola regular.
E quer saber? Ele esta AMANDO!! As crianças adoraram a chegada do "Pedrão".
Graziela em todo tempo busca alternativas e ações que façam o Pedro ter a consciência de que ele é normal! E olha o sorrisão dele no patio da escola






Parabéns pra Cassia e para a Graziela pela força e coragem.
Obrigada por me deixarem fazer parte da vida de vocês.

Parabéns a todas as mães que assim como elas se doam para seus filhos e fazem com que eles sejam ainda mais especiais!

<3 <3 <3

Dica:
Gosto bastante do blog da Antônia, 'Uma mãe especial'. Ela aborda assuntos rotineiros da vida de uma mãe especial Ela tb tem o site com produtos como livros e camisetas que a auxiliam no tratamento do seu filho. Vale a pena conferir.


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Seu filho precisou ficar na UTI? Ajude quem precisa!

E seguindo na campanha informativa, vou replicar aqui um post da Luisa Aranha, do blog Mamãe Neura.
A Luisa me pediu para divulgar esta campanha e é com todo o amor do mundo vou faze-lo.
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Este é mais um assunto que mexe muito comigo: UTI Neonatal!

Minha filha precisou ficar na UTI quando nasceu e graças a Deus tinham leitos disponíveis e o atendimento pra ela foi imediato. Eu também precisei ir pra uti após o parto porque tive infecção hospitalar. Fui transferida de um hospital para o outro porque não haviam vagas.

Então aqui vai o post da Luisa sobre esta campanha!

"Quando Helena nasceu, no dia 31 de agosto de 2013, um sonho se realizava para Tatiana e Giovane. Ambos na faixa dos 30 anos, juntos há 15 anos, moradores de Morungava, zona rural de Gravataí, cidade que faz parte da Grande Porto Alegre no Rio Grande do Sul. A espera de Helena ocorreu tranquila, uma gestação sem nenhum problema.  Mesmo em condições simples de vida, compraram o enxoval, decoraram o quartinho e aguardaram o momento de ter nos braços sua princesa. Fizeram filmagens desde o quarto mês da gravidez.  Quando ela nasceu, filmaram e fotografaram tudo. Queriam que quando ela crescesse ela soubesse o quanto foi esperada e amada.Helena nasceu de cesariana. E num primeiro momento foi considerada absolutamente saudável.  O sonho da maternidade tinha se concretizado com sua filhinha. Helena e os papais foram para sua casa.
amadahelenaNo dia 17 de fevereiro, Helena foi arrancada dos braços de seus pais.  Faleceu por não conseguir uma vaga numa UTI Neonatal, realidade muito triste desse nosso Brasil e do Sistema Único de Saúde.

Com dez dias de vida ela foi diagnosticada com um problema no coração.  Cardiopatia congênita, o que fazia o sangue entrar e sair rapidamente do seu pequeno coração, havia canais que não haviam se fechado totalmente.  Foi medicada e recomendado aos pais que se ela vomitasse toda a mamada ou tivesse dor de barriga procurassem o hospital.
Foi o que aconteceu no dia 17 de fevereiro. Quando chegaram ao hospital Dom João Becker, Helena foi examinada e seria preciso uma cirurgia para resolver a situação. Porém para a cirurgia era necessário uma vaga em uma UTI Neonatal. Só que não havia vagas disponíveis.
Enquanto Tatiana cuidava da sua bebê, Giovane corria desesperadamente contra o tempo para salvar sua filha.  Buscou uma liminar na justiça para a compra de um leito (infelizmente algo que acontece mais seguido do que deveria no Brasil), mas quando conseguiram foi tarde demais. Helena já havia falecido.
Não tem como descrever a dor de um casal que perde seu filho. Não existe como abandonar o luto. Helena tinha uma vida pela frente que poderia ter se concretizado com uma vaga em uma UTI Neo Natal. Helena cresceria e seria uma menina linda, sapeca e feliz se os exames feitos na maternidade fossem mais profundos e diagnosticassem esse tipo de situação.  Helena entraria numa escola e escolheria uma profissão se todos os nossos hospitais fossem bem equipados. Helena teria uma família, um marido, filhos e quem sabe netos, se nossos postos de saúde estivessem preparados para realizar exames mais profundos. Helena teria uma história para contar se as emergências do nosso país não fossem super lotadas. Mas Helena morreu. Helena não vai crescer mais. Helena não vai dar os primeiros passos. Helena não vai dar o primeiro sorriso e nem falar a primeira palavra. Helena morreu.
602157_156934091130267_1278530156_aDa dor e sentimento angustiante de não poder ter feito nada além de rezar para a boa vontade de um juiz, a boa vontade de um médico ou a boa vontade de um hospital, nasceu uma ideia. Tatiana e Giovane resolveram transformar a dor em algo útil. Criaram uma fanpage “Amada Helena” e começaram a entrar em contato com outros pais que sofreram de uma perda tão absurda e irreparável como a deles. Criaram uma petição pública on line e buscam um milhão de assinaturas.
Tatiana se inspirou na lei da ficha limpa, que lembra de ter visto na TV. Ela quer uma milhão de assinaturas para poder entregar para a Presidente Dilma e exigir que nossa lei proteja as crianças e outros pais não passem pelo sofrimento que eles passaram. Ela quer mais UTI’s Neonatais espalhadas pelo país, com mais leitos disponíveis para que não seja preciso ir atrás de um juiz para garantir um atendimento que está em nossa constituição. “Todos tem direito a saúde e tratamento adequado e de qualidade”.
O que eu quero? Quero que você leia, compartilhe, assine e ajude a conseguir esse um milhão. Quero que você se coloque no lugar da Tatiana e do Giovane por apenas um segundo, e tente, só tente, imaginar o sofrimento de perder seu bebê.  Talvez não seja possível, pois a dor é imensurável.
Poderia ser eu, poderia ser você. Poderia ser nossos filhos. Mas foi Helena."